Quem sou eu
- Cacau Caetano
- Campos dos Goytacazes, RJ, Brazil
- Sou uma pessoa não exatamente normal. Afinal, ninguém é. Não é? Bem vindos, meus caros. Não sei se este espaço será aproveitado devidamente, como colegas verdadeiramente feras e donos de uma intelectualidade fantástica o fazem. Enfim, vou trazer um pouco do dia-a-dia, do cotidiano, tanto meu, como do espaço em que vivo. Curtam! (espero)
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Livros, livros e mais livros!!!
Pra quem gosta de um bom livro que mistura história romanceada com fatos históricos, deve dar uma olhada em "O prícipe maldito" da Mary Del Priori, é tudo de bom! Ela faz uma viajem, praticamente, junto com os pensamentos de Dom Pedro Augusto, o que seria o terceiro Dom Pedro na sucessão monárquica, e que acaba não sendo. Parece que você está ali no Campo de Santana, e como boa representante da plebe que sou, junto coma a galera, olhando tudo, querendo participar gritar "viva a República" e no final das contas ficando a ver navios.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Exposição Centro Cultural Banco do Brasil
Exposição LUSA
Uma coisa não se pode reclamar com relação ao Rio. Não existe este papo de não haver opção cultural e ainda por cima de graça. Fui a exposição LUSA. Artefatos, e artes que contam a história de Portugal por vestígios encontrados em toda sua extensão de séculos atrás, não sei precisar qual a peça mais antiga da exposição, mas tem peças do século I. Mostra a presença de todas as culturas que deixaram sua contribuição, por que não dizer, para nós. É incrível perceber que desde a sua formação, a península Ibérica teve uma gama imensa de outras culturas na sua formação. E, se, pararmos para pensar, somos miscigenados desde nossa origem já miscigenada. Isso é incrível. Como ainda podemos dizer que não somos um povo extremamente misturado? É tudo besteira. Não tem como negar. A história, as peças, os fatos e os artefatos estão aí pra não me deixar mentir.
Só uma coisa me deixou frustrada nesta exposição. De repente, pode ser uma característica geral destas exposições maiores. A falta de conexão da própria exposição com quem vai ali vê-la. De que forma? As explicações dadas tanto pelo monitor que, fazia a visita guiada, como pelas próprias explicações das peças em placas colocadas para darem explicação. Traziam ou, uma informação meramente técnica, ou simplesmente vazia, na maioria das vezes. Não havia uma conexão que puxasse, atraísse o visitante. Bom, pelo menos acho que deveria ser assim. Explicações técnicas são necessárias, lógico! Acho incrível uma frase, acho que é do Marc Bloch, que diz que o historiador tem ir atrás da história, dos fatos, farejando, assim como o ogro fareja o cheiro do sangue da carne. E assim tem que ser a história. E assim tem que ser quem trabalha com a história, trazer este prazer em “farejar”. Parece nojento, meio selvagem, mas o que quero dizer é que quem trabalha com a história tem quefazer com que haja a interação do público com a obra. “- Um copo de forma cilíndrica de base opaca...” Isso tudo, mas, mais: “- Este copo foi encontrado próximo a uma área onde eram feitos sacrifícios em nome de um deus...” Nem tudo tem explicação. Mas pode e tem que ter uma intertextualidade. Se não, o que me trás saber que na Alta Idade Média a religiosidade era algo imperante e determinante na estrutura e na formação das culturas que se seguiram a sua época. “Ué? O que é Idade Média?” Perguntou uma criança no colo da mãe. Ora, a mãe não sabia. E eu também não saberia se não fosse pela minha formação em história. O que me faz lembrar uma frase de um conhecido: “olhando tudo isso, pareço um burro olhando pra um palácio.” Sem conexão, não há aprendizado.
Carnaval III
Carnaval III – Bloco do Boitatá
Achei o maior barato! Muita chuva. Cheguei à Praça Quinze por volta de uma da tarde. Acho que a galera já estava pra lá de chapada. Mas ainda tinha muita família com crianças, brincando, curtindo.
Mas não demorei muito por ali. A intenção era ir ver os carros alegóricos na Presidente Vargas. Mas o registro foi feito. Como boa adoradora da história.
Incrível como às vezes o patético se torna engraçado. Na volta da Presidente Vargas, a Praça Quinze já estava quase vazia. Isto era por volta das seis da tarde. Uma mistura de urina, cachaça muita sujeira faziam o cenário daquele lugar. Pra quem conhece, imagina aquele chão encharcado pela chuva mistura com o papel dos confetes, fazendo uma lama espessa. Já entrando os garis tentando tirar pelo menos o excesso daquilo tudo. Passa por nós, quer dizer, eu passei correndo por eles, um casal brigando. “Sai! Me larga! Vou te dar porrada!” Dizia a mulher aos berros. Dois jovens com cara de estudantes, bom, não sei como cheguei a esta conclusão, brigavam. Ambos totalmente no mais completo fogo. “Pode me dar porrada! Mas eu te amo!” Dizia o rapaz. Lindo! Bebida, amor (?), e chuva. Uma mistura patética e por que não cômica de um final de dia de carnaval?
Carnaval II
Carnaval II – Centro do Rio
Sinceramente admiro muito a galera do Rio. Estive no Centro. Bem no coração. E tive a oportunidade de assistir a dois blocos. Um, o Famoso Bloco do Boitatá, e o outro um que não gravei o nome, me perdoem. Que sai da esquina da rua Presidente Vargas com a Primeiro de março. Doideira. Quando cheguei lá, a chuva tinha dado uma trégua. Mas não demorou muito pra chover novamente. Mas você pensa que a galera se importava? Não, pelo contrário. Os vendedores de capa de chuva se deram bem. Ninguém parecia se importar com aquele friozinho e aquela chuvinha caindo. Achei isso incrível. Qual a força deste fenômeno chamado carnaval?! Pra quem conhece um pouco do centro do Rio, consegue imaginar. Praticamente toda a Presidente Vargas, desde a Candelária até bem depois da Sapucaí, com duas pistas paradas. Lógico. O trânsito não parou. Havia outras pistas funcionando. E o povo atravessando sem parar. O fluxo de pessoas saindo da Central do Brasil, trem e metrô, em direção a Sapucaí era constante. Vendedores e mais vendedores. E isso ainda nem eram seis da tarde! Começava um empurra-empurra que lembrava os dias normais daquele lugar.
Na reta da Candelária, muitos mendigos deitados aproveitando a marquise de grandes bancos, trazendo para aquele lugar uma triste mistura de alegria de uns, com a miséria de outros. O que me faz questionar novamente esta força do carnaval. Como as pessoas parecem se esquecer de todas as suas mazelas. Ou vai ver que a intenção é justamente esta. Esquecer das tristezas, mas, pra tudo se acabar na quarta-feira. Lembrei-me de uma palestra que assisti na UFJF, me desculpe, esqueci o nome do palestrante também, um pernambucano brilhante, divertidíssimo que fez da explanação uma delícia. Ele, dando um de advogado do diabo, ao falar da escravidão e de como ficamos horrorizados com o que fizeram com os negros no passado, de como as pessoas podiam conviver com aquela situação, questionou: “- Será que daqui a algum tempo, quando olharem para o nosso tempo atual, não perguntarão: como aquelas pessoas podiam conviver com as mazelas da pobreza e com tantas pessoas passando fome, dormindo em marquise e com crianças cheirando cola?” Será que já estamos tão acostumados que não enxergamos algo tão simples? Nos acostumamos, assim como era com as pessoas no tempo da escravidão?
Voltando ao ambiente. Estando em frente do Campo de Santana, me lembrei do livro que acabei de ler da Mary Del Priori “O príncipe maldito”. É incrível poder estar ali e reviver mentalmente todos aqueles fatos, que foi a proclamação da República. Caramba! Um barato! Bom, pelo menos acontece comigo. Consigo imaginar tudo. Tudinho. O corre-corre, os poucos tiros que foram dados. Os republicanos achando que iriam ter alguma voz ativa. Olhei para casa de Deodoro. O imaginei na sacada, cansado já decrépito, não se agüentando. Descendo e indo a cavalo proclamar a tal República. As ruas ali do Centro, pequenas, espremidas, com seus casarões que fervilhavam dúvidas e incertezas sobre o que estava acontecendo. O príncipe Dom Pedro Augusto, que seria o terceiro a assumir a monarquia. O que não aconteceu. Seu passeio a cavalo perto da rua do Ouvidor, tentando ouvir qualquer borburinho que denunciasse o que estava acontecendo após a manhã do 15 de novembro, e o seu desespero em descobrir que era tudo verdade: a monárquica havia caído... Enfim, viajei. E a chuva caindo.
Ah! Carnaval....
Carnaval enfim. Mas, enfim, só chuva.
Meus amigos, que carnaval foi esse? Chuva, chuva e mais chuva! Bom quem pôde ficar em casa quietinho curtindo com a família, amigos, seu bofe, enfim. Se deu bem. Agora quem queria curtir uma prainha, se lascou! Bem, esse foi mais ou menos o meu caso.
Meus amigos, que carnaval foi esse? Chuva, chuva e mais chuva! Bom quem pôde ficar em casa quietinho curtindo com a família, amigos, seu bofe, enfim. Se deu bem. Agora quem queria curtir uma prainha, se lascou! Bem, esse foi mais ou menos o meu caso.
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